Segundo a ação, ela omitiu doações,
declarou serviços falsos e prometeu cargos em troca de votos. Distrital já foi
condenada em ações semelhantes; defesa aguarda notificação.
O Ministério
Público Federal (MPF) denunciou a deputada distrital Liliane Roriz (PTB) pelos
crimes de falsidade ideológica e corrupção ativa, supostamente praticados
durante a campanha eleitoral de 2010. Segundo a ação, a parlamentar omitiu
doações e declarou serviços que não foram prestados, além de barganhar cargos
por apoio político.
A advogada
de Liliane nos processos eleitorais, Ezikelly Barros, afirmou ao G1 que ficou
sabendo da denúncia pela imprensa, e só vai se manifestar quando tiver acesso
ao documento. Se a denúncia for recebida pelo Tribunal Regional Eleitoral
(TRE), Liliane se torna ré pelos crimes.
As três
condutas são tipificadas no Código Eleitoral. Segundo a denúncia, Liliane Roriz
omitiu a atuação voluntária de sete cabos eleitorais e, ao mesmo tempo,
declarou à Justiça serviços não prestados de outras duas pessoas. A três
eleitores, a deputada teria prometido nomeação em cargo público, em troca de
votos e apoio na campanha.
"O sucesso
eleitoral não se contentaria com o trabalho dos 'cabos eleitorais', sendo
necessário também que eles votassem na denunciada, de modo a aumentar as
chances de obter o prometido emprego", diz trecho da denúncia.
Pela
legislação eleitoral, ela pode pegar até cinco anos de reclusão por omitir
documento, e até quatro anos por oferecer vantagem indevida. Ela também teria
de pagar multa e pode ficar inelegível por tempo determinado pela Corte. A
pena, no entanto, pode mudar de acordo com a interpretação dos magistrados.
Série de
denúncias
Nos últimos
anos, Liliane já foi condenada em outras duas ações relacionadas aos mesmos
crimes. Segundo o MPF, as denúncias se "repetem" porque as
investigações apontam, aos poucos, que o esquema era repetido com mais e mais
cabos eleitorais.
Em abril, o
Tribunal Regional Eleitoral condenou
a parlamentar por compra de votos e falsidade ideológica. A decisão foi
unânime entre os seis desembargadores, mas a defesa recorreu ao Tribunal
Superior Eleitoral (TSE).
O TRE já
tinha condenado a distrital Liliane Roriz em março do ano passado em um caso
semelhante, por
omitir documentos na prestação de contas na campanha para a reeleição
dela em 2010. A parlamentar também foi condenada, por 4 votos a 3, por prometer
cargo público a um colaborador e à mulher dele na campanha.

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