Torcedores
de Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos, rivais no futebol, se
aglomeraram na Avenida Paulista em ato pela defesa da democracia e contra o
fascismo, neste domingo (31).
A
manifestação, liderada por torcidas organizadas, se concentrou no vão livre do
Masp e percorreu a avenida. Segundo a organização, o uso de máscara era
obrigatório, mas alguns participantes descumpriram a norma.
Decreto do
governo de São Paulo prevê multa e até detenção para quem circular em espaços
públicos sem o item de proteção contra o coronavírus.
Torcedores
gritaram “Democracia! Democracia!” e “Doutor, eu não me engano, o Bolsonaro é
miliciano!”. Eles estenderam uma faixa com a frase “Somos pela Democracia”.
Em um
momento do ato, manifestantes a favor e contra o presidente Jair
Bolsonaro (sem partido) se encontraram e partiram para a agressão.
Policiais contiveram a confusão com bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo.
No Rio de
Janeiro, onde torcedores do Flamengo protestaram pela democracia e contra o
fascismo, também houve registros de brigas com apoiadores do governo.
No Twitter,
deputados federais como Alessandro Molon (PSB-RJ) e Sâmia Bomfim (PSOL-SP)
elogiaram as manifestações. O parlamentar Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) se
posicionou contra e compartilhou um tweet de Donald Trump, presidente dos
Estados Unidos, classificando o movimento “Antifa” (antifascista) como
“terrorista”.

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