Anac vai
'apurar o tipo de transporte que estava sendo realizado'; RQ Helicópteros
apenas podia vender 'serviços aéreos'
A empresa
proprietária do helicóptero que caiu nesta segunda-feira, 11, em São Paulo, não
tinha autorização para realizar transporte de passageiros remunerado. Em 2018,
a RQ Helicópteros foi multada em R$ 8 mil por um processo aberto em 2011 pela
Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
O piloto
Ronaldo Quattrucci, vítima da queda da aeronave ao lado do jornalista Ricardo
Boechat, era sócio-proprietário da empresa, sediada em Santana de Parnaíba, na
região metropolitana.
Após a
queda desta segunda-feira, a Anac abrirá um procedimento administrativo para
"apurar o tipo de transporte que estava sendo realizado no momento do
acidente". "A empresa possui autorização da ANAC para prestar
Serviços Aéreos Especializados (SAE), que incluem aerofotografia, aeroreportagem,
aerofilmagem, entre outros do mesmo ramo. (...). Qualquer outra atividade
remunerada fora das mencionadas não poderia ser prestada", diz em nota.
O processo
foi aberto por "promoção de propaganda irregular de serviços de voos
panorâmicos remunerados" em um site, embora fosse autorizada apenas para
realizar "serviços aéreos de aerofotografia, aeroreportagem e
aerocinematografia". Mesmo a decisão, a empresa continua anunciando os
serviços de táxi aéreo e voos panorâmicos em seu site.
Além disso,
o processo relata que uma das aeronaves da empresa foi flagrada realizando voos
panorâmicos "utilizando aeronave inadequada e sem autorização da
autoridade de aviação civil" . "A RQ Serviços Aéreos Ltda não é uma
empresa certificada e autorizada a realizar serviços aéreos de transporte de
passageiros", diz a decisão.
O Estado tentou entrar em
contato com a RQ Helicópteros, mas não obteve retorno.

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