A expectativa é que o canal de diálogo
entre o governo petista de Camilo Santana (PT) e o presidente Jair Bolsonaro
seja intensificado. São pelo menos cinco áreas de atuação nos postos ocupados
Saúde,
Segurança, Inclusão Social, Economia e Tesouro Nacional. Essas são as áreas que
cearenses têm interferência direta no Governo Federal após assumirem postos
estratégicos em Brasília. São também potenciais canais de diálogo contínuo do
governador Camilo Santana (PT) com o Palácio do Planalto.
A última
nomeação de um cearense feita pela equipe do presidente Jair Bolsonaro (PSL)
envolve o ex-deputado federal Raimundo Matos (PSDB), que assumiu a Secretaria
Nacional de Inclusão Social e Produtividade Urbana.
O órgão é
vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Social, do Ministério da Cidadania.
Além disso, o cargo reúne ações também da Secretaria Nacional de Economia
Solidária, função que antes era atribuída aos antigos ministérios do
Desenvolvimento Social (MDS) e do Trabalho (MTE).
Quadro
histórico do PSDB, Raimundo Gomes de Matos disputou a reeleição para uma
cadeira na Câmara dos Deputados, em 2018, mas não teve êxito. É mais um caso de
acomodação política em cargos após derrota na eleição.
De acordo
com o tucano, a nova secretaria tem como uma das missões fazer a transição dos
beneficiários do programa Bolsa Família, fortalecendo a capacitação
profissional, entre outras ações de inclusão social. A função tem a
prerrogativa de desempenhar, ainda, políticas de fortalecimento da economia
solidária no Brasil, do microcrédito, do sistema S, cooperativismo, entre
outros.
Raimundo
Matos se soma a outros cinco cearenses que foram nomeados desde o mês passado
para integrar o primeiro e o segundo escalões do Governo Bolsonaro.
Além do
ex-parlamentar, estão na equipe ministerial o general da reserva Guilherme
Theophilo, na Secretaria Nacional de Segurança Pública; Mayra Pinheiro, na
Secretaria da Gestão do Trabalho e da Educação da Saúde; Mansueto Almeida, na
Secretaria do Tesouro Nacional; Waldery Rodrigues Júnior, na Secretaria da
Fazenda; e José Roberto Carlos Cavalcante, na Secretaria Nacional de Inclusão
Social e Produtividade Rural.
As
nomeações de lideranças regionais também têm influência nas articulações do
presidente para se aproximar da região Nordeste, onde não venceu nas eleições
de outubro do ano passado.
Nomeações
Na semana
passada, uma comitiva de oito deputados federais do Ceará se reuniu com o
ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, em Brasília, para tratar das
articulações entre o Estado e o Palácio do Planalto.
Na pauta, o
receio da unificação do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e do Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ventilada desde o início do ano.
O tema, tratado na última quarta-feira (20), acabou não gerando conclusões.
A possibilidade
de mais nomeações também foi alvo de discussão na reunião, segundo os cearenses
que participaram do encontro. A expectativa, no entanto, é que a equipe do
presidente irá intensificar a distribuição dos cargos que ainda não foram
preenchidos depois do feriado prolongado de Carnaval.
Interlocução
O grupo de
cearenses em postos estratégicos de Brasília pode ajudar o governador Camilo
Santana (PT) na administração estadual. O petista, adversário político do
presidente eleito no ano passado, manteve diálogo com interlocutores de
Bolsonaro já nos primeiros dias de governo.
Com a crise
na Segurança Pública, Camilo Santana precisou tratar diretamente com o
ex-adversário na última eleição, o ex-tucano general Theophilo, para encontrar
saídas contra as ondas de ataques criminosos no Estado. A expectativa é que os
canais de interlocução com o Planalto se fortaleçam com o sétimo cearense
integrando o novo Governo Federal.

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