RIO DE
JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O escritório do advogado e compadre do ex-presidente
Lula, Roberto Teixeira, foi o que mais recebeu repasses da Fecomércio-RJ
(Federação do Comércio do Estado do Rio), que é investigada na Operação Jabuti,
etapa da Lava Jato do Rio deflagrada nesta sexta-feira (23).
Segundo a
investigação, a federação pagou R$ 180 milhões em honorários advocatícios,
sendo que R$ 68 milhões foram para o escritório de Teixeira e R$ 20 milhões
para o escritório de Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio Sérgio
Cabral (MDB).
Os
procuradores responsáveis dizem ver irregularidades no momento apenas nos
repasses da Fecomércio-RJ para Adriana Ancelmo, mas dizem que devem apurar mais
adiante as relações da federação com os outros escritórios para verificar se os
serviços de fato foram prestados.
O
presidente da entidade, Orlando Diniz, foi preso nesta sexta na Operação
Jabuti, sob suspeita de desviar recursos da federação, do Sesc e do Senac, dois
órgãos mantidos com recursos públicos.
"Se a
atividade foi prestada, independentemente de quem a exerça, ok. Se a atividade
não foi prestada, a gente vai ampliar a investigação para saber por que não
foi, se houve alguma prática ilícita por parte desse prestador de serviço ou
não. A gente vai tentar entender por que tamanha quantia de dinheiro para essas
contratações", disse o procurador da República Felipe Bogado.
Roberto
Teixeira já é réu em duas ações penais da Lava Jato em Curitiba junto com o
ex-presidente Lula. No mesmo escritório, trabalha o advogado Cristiano Zanin
Martins, genro de Teixeira e responsável pela defesa do petista em todas as
ações penais dele.

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