A arte de manipular a Alerj.
O
Ministério Público Federal explica no documento de 232 páginas enviado à
Justiça que o deputado e presidente da Assembleia Legislativa, Jorge
Picciani (PMDB), agiu de forma deliberada para fragilizar o governador Luiz
Fernando Pezão.
De acordo
com os procuradores, Picciani usou o Tribunal de Contas do Estado para
enfraquecer o governo e, desta forma, assegurar poder absoluto sobre a
administração estadual.
“… enquanto o tribunal de contas esteve
composto por integrantes do mesmo grupo criminoso, muitos dos quais oriundos da
própria ALERJ, como o ex-deputado Domingos Brazão, não houve risco algum
para a responsabilização dos gestores, em que pese a comprovada administração criminosa das verbas públicas”, escreveram
os procuradores.
“Ciente
dessa realidade, numa evidente demonstração de controle sobre o parlamento,
Picciani articulou para que o processo de tomada das contas de 2015 do
executivo tivesse como relator o deputado estadual Luiz Paulo Correa da Rocha,
que em exercícios anteriores já havia se posicionado pela rejeição delas,
apontando suas irregularidades”, prosseguem.
“Para
tanto, contou com o apoio de Albertassi, que muito embora pudesse assumir a
relatoria pessoalmente, dada a prerrogativa do presidente da comissão, permitiu
que a escolha ficasse com alguém que certamente votaria pela rejeição, algo que
deixaria o governo mais exposto e fragilizado e ainda mais dependente da força
política do presidente da ALERJ”, afirma o MPF.

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