Para continuar relator da denúncia
contra Temer, um outro partido da base terá que ceder a ele uma vaga na
comissão. PSDB afirmou que vai sugerir essa solução ao presidente da CCJ.
O PSDB
anunciou nesta quinta-feira (5) que vai tirar o deputado Bonifácio de Andrada
(MG) da vaga do partido na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
Andrada é o relator da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer. Para
o deputado continuar na relatoria, outro partido da base tem que ceder a ele
uma vaga na CCJ. O PSDB disse que vai sugerir essa solução ao presidente da
comissão, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG).
O anúncio
da decisão do PSDB foi feito no Senado pelo presidente do partido, senador
Tasso Jereissati (CE), e pelo líder da sigla na Câmara, deputado Ricardo
Tripoli (SP). Andrada, que também estava presente, ressaltou que não concordou
com a atitude do partido, mas disse que vai aceitar ocupar a vaga de outra
sigla na CCJ para continuar relatando a denúncia.
A escolha
do nome de Andrada para relator, feita na semana passada pelo presidente da
CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), gerou
mal-estar na bancada do PSDB, dividida sobre o apoio ao governo Temer.
Isso porque Andrada é tido como um nome favorável ao presidente.
Na votação
da primeira denúncia contra Temer, em agosto, pelo crime de corrupção passiva,
Bonifácio Andrada votou contra o prosseguimento do processo ao Supremo Tribunal
Federal (STF).
Procurado
pela TV Globo, Pacheco disse que não foi notificado oficialmente pelo PSDB. Ele
afirmou ainda que a condição para Andrada ser relator é estar na CCJ.
Nos últimos
dias, o PSDB vinha debatendo uma maneira de solucionar a questão. Tripoli
chegou a dizer que a maior parte da bancada entende que a permanência de Bonifácio
Andrada na função é uma questão partidária, não uma decisão pessoal.

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