Ele disse que tinha esperança que
distrital misto avançasse no Congresso. Segundo Maia, o fim das coligações, já
aprovado, será 'grande revolução'.
O presidente
da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou nesta quinta-feira (5) que a reforma
política que está em fase final de tramitação no Congresso "não é
ideal" e que "ainda sonha com mudança no sistema eleitoral".
Maia falou com jornalistas após participar de evento no Supremo Tribunal
Federal (STF) em comemoração aos 29 anos da Constituição Federal.
A mudança
no sistema eleitoral, defendida por Maia, foi discutida na Câmara por meses. No
entanto, no plenário, os deputados rejeitaram com ampla maioria a proposta que
transformava o atual sistema proporcional para eleições de deputados e
vereadores no distritão, em 2018, e no distrital misto, em 2022.
"[As
propostas] nunca são o que a gente sonhou. A gente sempre sonha com mudança no
sistema eleitoral. Por exemplo, o distrital misto, que eu tinha muita
esperança. A PEC também de financiamento privado com limites bem rígidos, gente
sempre sonhou que ela poderia avançar no Senado", defendeu o presidente da
Câmara.
Sem mudar o
sistema eleitoral, deputados buscaram consenso para outras propostas e
conseguiram aprovar algumas mudanças. Entre elas estão a cláusula de
desempenho, que deve valer a partir de 2018, e estipula número mínimo de votos
para as legendas terem acesso ao fundo partidário e ao tempo de rádio e TV.
Também foi
aprovada o fim das coligações proporcionais, a partir de 2020, e um fundo
eleitoral para financiar as campanhas com recursos públicos. A
estimativa é que esse fundo tenha cerca de R$ 1,7 bilhão em 2018.

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