O juiz
federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, acatou o pedido
do Ministério Público Federal (MPF) e mandou prender por tempo indeterminado
Carlos Arthur Numan, presidente do Comite Olímpico Brasileiro (COB). O
dirigente esportivo estava preso nos últimos cinco dias e o prazo acabava nesta
segunda-feira (9). O magistrado ordenou ainda a prorrogação da custódia
temporária de Leonardo Gryner, braço direito de Nuzman.
“Decreto a prisão preventiva de Carlos Arthur Nuzman, e assim o faço para
garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal, com
fundamento nos artigos 312, caput e 313, I, ambos do CPP; e determino a
prorrogação da prisão temporária de Leonardo Gryner, na forma do artigo 2º da
Lei 7.960/89”, determinou Bretas.
Nuzman e seu braço direito Leonardo Gryner estão presos desde
quinta-feira, 5, por ordem do juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Criminal Federal
do Rio. Ele e Nuzman estão custodiados em Benfica, na zona norte do Rio.
A Unfair Play investiga a compra de votos para eleger o Rio de Janeiro
como cidade olímpica. Segundo a força-tarefa, o grupo do ex-governador Sérgio
Cabral (PMDB) comprou o voto de Lamine Diack, por US$ 2 milhões, por meio de
Papa Diack. O pagamento teria sido feito pela empresa Matlock Capital Group, do
empresário Arthur Soares, o ‘Rei Arthur’.
O Ministério Público Federal afirma
que Nuzman declarou a existência de 16 barras de ouro, 1 kg cada uma, que
mantinha no exterior, à Receita Federal, por meio de retificação de uma
retificação em seu imposto de renda em 20 de setembro de 2017, quinze dias após
a deflagração da primeira fase da Unfair Play. Na ocasião, Nuzman foi alvo de
mandado de busca e apreensão.

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