A aproximação é assunto constante nas
rodas políticas do Ceará e tem espaço nos corredores dos legislativos cearenses
nas últimas semanas.
A
aproximação do governador Camilo Santana (PT) e do senador Eunício Oliveira
(PMDB), presidente do Senado, é o assunto constante nas rodas políticas do
Ceará, incluindo os bastidores dos legislativos cearenses nas últimas semanas.
Aliados dos dois grupos, ouvidos pelo jornal O Estado, ainda não confirmam a
possível aliança visando a eleição de 2018, mas, por outro lado, dizem não “se
preocupar” com as conversas iniciadas.
Para o
prefeito de Maracanaú, Firmo Camurça (PR), as especulações não merecem “crédito”,
justificando que o PMDB, até o momento, atua como oposição e nutre o desejo de
lançar um candidato a chefia do Palácio da Abolição. Entretanto, o gestor
deixou claro que os partidos de oposição aguardam uma postura oficial por parte
do aliado Eunício Oliveira. Assim como outras lideranças, Firmo demonstrou
incômodo com as especulações.
“Acho que
há muita especulação desse caso na área política que não merece crédito, porque
o senador peemedebista, até agora, não disse nada contra a coligação com o nosso
partido, o PR”, frisou o republicano. Ele enfatizou ainda que: “essa
aproximação do senador Eunício com o governador Camilo Santana tem apenas um
foco, que é resolver problemas econômicos do Ceará, que continua com
dificuldades gerais para manter o equilíbrio financeiro do Estado e também dos
municípios”. Camurça deixou escapar também que o senador Tasso Jereissati
(PSDB) deve realizar, em breve, um encontro com lideranças das siglas de
oposição, para que o bloco mantenha “coesão visando a disputa eleitoral do ano
que vem”.
À
reportagem, o deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB) afirmou que lideranças do
ninho tucano “não se preocupam” com os diálogos em níveis nacional e estadual e
que não vê como uma “anormalidade” a aproximação de Camilo e Eunício Oliveira.
O tucano, inclusive, admitiu que a principal dificuldade do ninho tucano em
relação a uma aliança com o governador Camilo Santana é sua “linha partidária”.
“O senador
Eunício tem feito um trabalho lá no Congresso Nacional, suprapartidário, para
ajudar o Estado do Ceará. E não vejo nenhum contratempo neste diálogo. Se o
governador Camilo não tivesse no PT, talvez, o PSDB estivesse dialogando com
ele. A grande dificuldade, em termos administrativos, é muito mais partidária,
porque o PSDB tem uma linha antagônica com o PT”, justificou ele. O
parlamentar, portanto, minimizou as especulações e ressaltou que os partidos de
oposição tem conversado no objetivo de manter a consolidação da aliança criada
nas eleições municipais de 2016. Para o tucano, o “processo político requer
diálogo e compreensão” e, para isso, o PSDB vem inicialmente conversando com os
aliados.
Em prol do Ceará
Camilo
Santana e Eunício, entretanto, não negam, mas também não confirmam uma
“possível” aproximação. Na última semana, o governador disse apenas que só
tratará de composições para a aliança com vistas a disputa no ano que vem. E
justificou a aproximação com o peemedebista citando o projeto de
desenvolvimento do Estado, uma vez que Eunício está à frente do Senado Federal.
O governador e o senador têm se reunido, frequentemente, para discutir a
liberação de crédito para obras do Estado. Na última terça-feira, 3 de outubro,
por exemplo, os dois estiveram reunidos em Brasília com o presidente do BNDES,
Paulo Rabello de Castro. Na pauta, a discussão sobre financiamento de R$ 1
bilhão para retomada das obras do Metrô de Fortaleza (Metrofor). O encontro,
inclusive, foi relatado por Camilo durante transmissão ao vivo no Facebook. O
discurso de Camilo também é reproduzido por Eunício Oliveira. O senador do PMDB
disse que só vai discutir a eleição no ano que vem e que, por enquanto, tem
“trabalhando” sem distinção partidária “em prol do Estado”.

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