A solicitação ao Ministério da Saúde
pede ainda que o processo de validação dos diplomas seja feito durante a
atuação.
Governadores
do Nordeste querem autorização do Ministério da Saúde para contratar cerca de
15 mil médicos formados no Exterior que ainda não possuem autorização para
atuar no Brasil. A solicitação foi feita na tarde desta sexta-feira (17), após
reunião entre os nove governadores da região.
Segundo o
governador do Ceará, Camilo Santana, "a medida resulta de uma recomendação
do Comitê Científico do Consórcio Nordeste para que seja criada uma Brigada
Emergencial de Saúde, com a ampliação do quadro dos profissionais da área, para
combate e prevenção ao Coronavírus".
No ofício,
os governadores argumentam a necessidade da contratação de mais profissionais
da saúde para atuar no combate à covid-19, o novo coronavírus, e estabelece
medidas para a validação dos diplomas desses profissionais.
Os médicos
que são alvo da solicitação dos governadores precisam passar pelo chamado
Revalida, que é um procedimento de validação do diploma de médicos formados
fora do Brasil. Boa parte deles está no País sem poder atuar aguardando
autorização. Muitos deles, no entanto, nem iniciaram o procedimento.
No
documento, os gestores estabelecem que os profissionais atuem imediatamente sob
supervisão e que o processo de validação dos diplomas seria feito por meio de
programa de complementação curricular e de avaliação na modalidade
ensino-serviço a cargo das universidades públicas.
O Nordeste
argumenta, além da necessidade de mais profissionais para atuar no combate ao
covid-19 no País, cita a ausência de médicos principalmente no interior do
Nordeste.
Pacientes à
espera de UTI
O
Secretário da Saúde do Ceará, Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho, o Dr.
Cabeto, informou na tarde desta sexta-feira (17), durante uma coletiva de
imprensa, que o Ceará tem, no momento, 38 pacientes da Covid-19 nas Unidades de
Pronto Atendimento (UPAs) aguardando por leitos de Unidade de Terapia Intensiva
(UTIs) na rede pública de saúde. Ontem, o número de pessoas nessa situação era
de 48.
"Tínhamos
38 indivíduos precisando de UTI nas UPAS hoje. E esse número cresce a partir do
número de contatos, de contágios, ou de contaminações. Isso faz com que o
serviço esteja permanentemente se adequando. Se tudo der certo, o estado do
Ceará deve abrir ainda algo em torno de 560 leitos de UTI para dar suporte a
essas necessidades", comentou Cabeto.
Já em
relação a pacientes que precisam de UTIs, mas para outros problemas que não a
Covid-19, a capacidade total de tais leitos está 85% ocupada. "Dentro do
sistema público o que estamos vendo é que leitos de UTI que não são Covid têm
85% de taxa de ocupação. E evidentemente são leitos que precisam existir, não
dá pra abdicar desses perfis de leitos porque as doenças continuam acontecendo,
inclusive tem sido uma preocupação no mundo inteiro os cuidados com doenças
crônicas", coloca.


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