Camilo Santana afirmou,
pelas redes sociais, que não vai tomar nenhuma ação por pressão dos setores.
Ceará tem mais de 200 caso de coronavírus.
O
governador do Ceará, Camilo Santana (PT), voltou a afirmar que é necessário
manutenção dos empregos, mas a prioridade do governo estadual é preservar vidas
em meio à pandemia
de coronavírus. Além disso, o governador disse que não vai tomar nenhuma
ação mediante pressão do setor produtivo.
Santana
publicou três mensagens que, no geral, são uma resposta não só ao setor
produtivo que, na última terça-feira (24) soltou carta aberta pedindo mais
atenção do governo para as empresas, mas também um chamamento para que o
Governo Federal atue no combate ao coronavírus.
"Não
agirei mediante pressão de setor A ou B. É necessário que empregos sejam mantidos.
E lutaremos por isso. Mas é fundamental, primeiro, que vidas sejam
preservadas", comentou.
Camilo
escreveu ainda que o governo estadual seguirá atuando conforme orientações de
especialistas. O governante voltou a frisar que a economia será considerada nas
decisões do Governo do Estado, especialmente as que atingem "as pessoas
mais pobres, os autônomos e os desempregados".
Setor
produtivo
Empresários
cearenses que estão no comitê de crise do coronavírus (Covid-19) criado pelo
Governo do Estado assinaram nota em que pediam ao governador medidas protetivas
que visam combater a disseminação em massa do vírus no Ceará. O setor tenta
flexibilizar algumas regras divulgadas recentemente que solicitam o isolamento
social como forma mais eficaz de combate a doença.
A
atualização da Secretaria Estadual da Saúde apontou que o Ceará
está com 211 casos do novo coronavírus. O informe epidemiológico foi divulgado
no fim da tarde desta quarta-feira (25).
O estado já
registra caso de transmissão comunitária do novo coronavírus, de acordo
informação do secretário de Saúde, Dr. Cabeto.
Medidas do
governo do Ceará
Diante do
cenário, o governador anunciou medidas entre 16 e 22 de março contra
proliferação do novo coronavírus. São elas:
Decreto de
situação de emergência na saúde pública;
Aulas
suspensas em escolas e universidades públicas por 15 dias;
Proibição
de eventos com mais de 100 pessoas;
Compra de
mais de 10 mil kits para diagnosticar os casos de Covid-19;
Destinação
de 200 leitos para enfermaria e 30 leitos de unidade de terapia intensiva (UTI)
para atender aos pacientes;
Compra de
600 UTIs e equipamentos de proteção para os profissionais da saúde;
Isolamento
social;
Suspensão
por 10 dias do funcionamento de bares, barracas de praia, restaurantes,
lanchonetes, templos e igrejas, museus, academias de ginástica, feiras livres,
lojas que prestem serviço de natureza privada, galerias e centros comerciais
(liberados os serviços de entrega por aplicativo). As medidas restritivas não
se aplicam a bares que funcionem no interior dos hotéis e pousadas, desde que
sirvam somente aos hóspedes;
Interrupção
do funcionamento do metrô em Fortaleza, Sobral e Juazeiro do Norte, a partir de
0h de sábado (21);
Fim das
viagens intermunicipais, a partir da 0h de segunda-feira (23);
Prorrogação
do ponto facultativo para os servidores públicos do estado até sexta-feira
(27);
Barreiras
nas divisas do Ceará com outros estados, para fiscalização sanitária;
Suspensão
das atividades do setor industrial até 29 de março, exceto a produção de itens
essenciais;
Suspensão
por 90 dias (abril, maio e junho) da cobrança de água para consumidores de
baixa renda;
Suspensão
por 90 dias da cobrança da tarifa de contingência;
Lançamento
de edital para artistas, que farão apresentações on-line;
Inspeção de
passageiros que chegam pelo aeroporto de Fortaleza.
Foto:
Reprodução/Facebook

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