No mês de
fevereiro o Dia Mundial do Câncer relembra a importância de realizar os exames
de prevenção, doença que está entre as principais causas de morte no mundo. Mas
não apenas nesse período ou nos meses de outubro e novembro, que marcam o
câncer de mama e próstata, respectivamente, o monitoramento da saúde e o
diagnóstico devem ser realizados com frequência.
Dentre os
mais letais, no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os
homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Segundo o Inca (Instituto
Nacional de Câncer ), mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer
da terceira idade, já que cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos
65 anos.
O médico e
professor do Cetrus (Centro de Treinamento em Ultrassonografia de São Paulo),
Sebastião Zanforlin, esclareceu algumas das principais dúvidas sobre o câncer
de próstata:
O que é o
câncer de próstata?
A próstata
é uma glândula que só o homem possui e se localiza na parte baixa do abdômen. É
um órgão pequeno, que tem a formação que lembra uma maçã e está localizada logo
abaixo da bexiga e à frente do reto (parte final do intestino grosso). Há
alguns tipos de câncer de próstata que podem crescer e se desenvolver, uns de
maneira rápida outros bem lentamente. Muitas vezes acaba sendo identificado
durante a investigação de outra doença.
Como é
feito o diagnóstico? E quais são os sintomas?
Há algumas
técnicas que permitem identificar a doença, como o exame de sangue, exame de
toque, além de exame de imagem, especialmente ultrassonografia transretal e
ressonância magnética. Nos casos iniciais o paciente não apresenta nenhum
sintoma, apenas em casos avançados é possível apresentar sangue na urina,
disfunção erétil, dores no quadril, costas, coxas, ombros ou outros ossos,
fraqueza ou dormência nas pernas ou pés.
Outros
sintomas relacionados ao aumento benigno da próstata podem mascarar a presença
de um câncer, como micção frequente, fluxo urinário fraco ou interrompido e
vontade frequente de urinar à noite. A doença é, portanto, silenciosa, e seus
eventuais sintomas são tardios e muito pouco específicos, daí a enorme
importância de visitas frequentes ao médico.
Há fatores
de risco?
Existem
condições que podem aumentar as chances de doenças, tais como:
Idade:
muito raro em homens com menos de 40 anos, mas aumenta rapidamente após os 50
anos. Cerca de 60% dos diagnósticos são em homens com 65 anos;
Etnia: é
mais frequente em homens de ascendência africana, ocorrendo um pouco menos em
homens asiáticos, hispânicos/latinos, do que em brancos não hispânicos;
Histórico
familiar: possuir parente de primeiro grau com diagnóstico de câncer de
próstata mais do que duplica o risco de um homem desenvolver a doença;
Genes:
alterações genéticas hereditárias que aumentam os riscos como a síndrome de
Lynch;
Dieta: é
sabido que dietas ricas em gorduras aumenta a probabilidade da doença;
Vasectomia:
embora existam pesquisas em andamento, não há indícios de que a cirurgia seja
relevante como causa desta doença.
Existe
tratamento?
Hoje
existem diversas alternativas de tratamento. Uma avaliação minuciosa é
necessária, pois as opções dependem da idade, do estado de saúde do paciente,
dos efeitos colaterais possíveis e principalmente do estágio do tumor. É uma
decisão que deve ser tomada em conjunto com o paciente e sua família, levando
em consideração todas as nuances.

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