Procuradores divulgaram comunicado nesta segunda (25)
O
Ministério Público Federal divulgou na noite desta segunda (25) uma nota em que
faz duras críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes.
Os
procuradores rebatem declarações em que o ministro reclama por ser alvo de uma
investigação da Receita Federal sobre seu patrimônio, informação
revelada pelo Radar.
Segundo o
MPF, as acusações de Gilmar sobre uma possível retaliação causada por suas
decisões jurídicas “são devaneios sem qualquer compromisso com a verdade”.
A nota
termina dizendo que Gilmar continua a ofender magistrados e órgãos de
fiscalização “porque acredita estar acima do bem e do mal”.
Veja abaixo
a íntegra da nota divulgada pelo MPF:
“As
afirmações propaladas há alguns dias na mídia pelo ministro do STF Gilmar
Mendes, sobre uma suposta relação entre procedimentos instaurados pela Receita
Federal contra si, e as suas decisões nos habeas corpus derivados da Operação
Calicute, são devaneios sem qualquer compromisso com a verdade.
Os membros
da Força-Tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro não têm conhecimento de qualquer
atuação do órgão fazendário que tenha relação, ainda que indiretamente, com o
ministro Gilmar. A Receita Federal, por meio do seu Escritório de Pesquisa e
Investigação (ESPEI) é importante parceira do Ministério Público Federal nas
investigações realizadas, sendo sua atuação limitada ao objeto das apurações,
sempre com respaldo na lei e prévia autorização judicial.
O auditor
que supostamente teria investigado o Ministro não trabalha, nunca trabalhou ou
foi demandado por membros da Força-Tarefa da Lava Jato do Rio de Janeiro. A
propósito, as divergências com o Ministro ou qualquer outra autoridade foram
sempre expressadas em manifestações formais e em procedimentos próprios, como
nos dois pedidos de suspeição/impedimento que foram feitos, em razão da notória
ligação de Mendes com investigados que por ele foram soltos.
É
preocupante que um Ministro do Supremo Tribunal Federal se sinta perseguido.
Havendo fatos ilícitos concretos devem ser objetivamente apontados, para que
sejam investigados. Mas palavras ao vento e insinuações caluniosas para
desqualificar o trabalho de instituições brasileiras que têm o reconhecimento
da sociedade em nada contribuem para o amadurecimento da nossa democracia.
A afirmação
em público de que a Receita Federal presta serviços de “pistolagem” por
encomenda de procuradores e juízes demonstra que Sua Excelência continua a
ofender gratuitamente a honra de magistrados e servidores porque acredita estar
acima do bem e do mal, comportamento que numa República amadurecida não deve
ter espaço“.

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