Ex-prefeito
de São Paulo criticou a família do presidente durante ato de comemoração do
aniversário do partido.
O ex-prefeito
de São Paulo Fernando Haddad (PT) criticou neste sábado, 9, durante ato para a
comemoração do aniversário de 39 anos do partido, o presidente Jair Bolsonaro,
afirmando que a família dele está "mais enrolada" em 30 dias de
governo do que o partido dele em toda sua história, em uma menção velada ao
caso do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). O petista disse ainda que o militar
reformado só o derrotou nas eleições por causa de "fake news".
"Colocaram
uma família no poder que está mais enrolada em 30 dias que esse partido em 39
anos. Não conseguem explicar nada e vão surgindo escândalos. Vão fugindo dos
debates, fazendo o que fizeram na campanha. Eles fogem porque não têm o que
explicar", disse, durante discurso.
Haddad
prometeu ainda que o PT estará forte nas próximas disputas eleitorais.
"Eles que nos aguardem em 2022 e, antes disso, em 2020, vamos para a
disputa, e para vencer", afirmou. Antes disso, criticou as eleições de
2018.
"Ganharam
(as eleições) na mão grande para apresentar projetos que não correspondem aos
anseios populares", disse o petista, ressaltando que os projetos
apresentados por Bolsonaro e sua equipe nos primeiros 30 dias "são os mais
atrasados já apresentados para o povo brasileiro". "Todos os projetos
jogam o Brasil 30, 40, 100 anos para trás."
Lula
Haddad usou
a primeira parte de seu discurso para criticar a segunda condenação do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu nesta semana sentença em
primeira instância de 12 anos 11 meses por corrupção e lavagem de dinheiro em
ação da Lava Jato sobre o sítio Atibaia.
Segundo
Haddad, a Justiça não conseguiu demonstrar que houve crime. "Se você não
disser qual foi o ato cometido pelo Lula que tenha contrariado o interesse do
povo brasileiro, você não pode condenar nem o Lula nem nenhum servidor
público", disse.
O
ex-prefeito disse que Lula é investigado há 40 anos, mas sem que
irregularidades tenham sido encontradas. "Todo mundo presta atenção em
tudo o que o Lula faz e fala, e assina, tudo passou por exame. Eles não conseguiram,
em anos de investigação, mostrar um ato, um único ato do Lula que tivesse
contrariado interesse do povo."
Haddad
disse ainda que a ex-presidente Dilma Rousseff foi tirada do poder por um
impeachment sem base legal e sem crime de responsabilidade e em seguida
"eles se apressaram em condenar o Lula" para retirá-lo da disputa
presidencial.

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