O
jornalista Ricardo Boechat, de 66 anos, foi uma das vítimas que morreu na queda do helicóptero que ocorreu hoje de manhã no
Rodoanel em São Paulo. A informação foi confirmada pela TV Bandeirantes, onde
ele era âncora.
No início da tarde desta segunda-feira (11), um helicóptero caiu no
Rodoanel e bateu na parte dianteira de um caminhão. Inicialmente, o Corpo de
Bombeiros anunciou que duas pessoas vieram a óbito: o piloto e o copiloto da
aeronave. Os dois morreram carbonizados.
Mais tarde foi confirmado que Boechat estava no voo — a Polícia Militar
disse ter sido informada que se tratava de uma viagem em táxi aéreo. O piloto
foi identificado como Ronaldo Quattrucci.
O
apresentador voltava de uma palestra em Campinas, no interior do estado, no
momento da queda. A informação da morte foi reproduzida pelo jornalista José
Luiz Datena. A aeronave tinha por destino heliponto da Band, no Morumbi, zona
sul da capital paulista.
Boechat apresentava dois programas diários no Grupo Bandeirantes de
Comunicação; um matinal na rádio BandNews FM, além do Jornal da Band à noite,
na TV Bandeirantes. Maior ganhador do Prêmio Comunique-se, ele também já ganhou
três prêmios Esso.
O
acidente
Segundo os Bombeiros, que enviaram onze viaturas para o local, a queda
ocorreu no quilômetro 7, sentido Castelo Branco, perto do acesso à Rodovia
Anhanguera. O chamado de socorro foi registrado às 12h14 e os agentes
conseguiram extinguir o fogo.
A CCR Rodoanel Oeste, concessionária responsável pela administração da
via, resgatou uma terceira vítima com ferimentos leves; tratava-se do motorista
do caminhão. A Polícia Rodoviária Estadual informou que a alça de acesso do
Rodoanel à rodovia Anhanguera precisou ser interditada; a rodovia não teve
bloqueio.
O capitão
da Polícia Militar, Augusto Paiva, explicou que, segundo relatos de
testemunhas, o helicóptero tentava fazer um pouso no acesso de quem sai do
Rodoanel para a rodovia Anhanguera e acabou se chocando com um caminhão — o
veículo vinha da saída de um pedágio e não conseguiu parar a tempo. O incêndio
que atingiu a aeronave foi decorrente da batida.
“Tenho o
relato do motorista do caminhão, que já se encontra no 46º DO com ferimentos
superficiais, e mais uma testemunha que passou no local e relatou que a
aeronave tentou fazer um pouso e não houve tempo do caminhão parar. Foi quando
houve a colisão”, descreveu.
O capitão
Paiva também explicou que a corporação não conseguiu confirmar a identidade dos
tripulantes do voo nem mesmo por meio da documentação dos passageiros. Quem fez
o reconhecimento do corpo foi um representante da Rede Bandeirantes que foi até
o local.
A polícia
também não tem detalhes sobre o que pode ter ocasionado o acidente e a
necessidade de um pouso forçado. “Cabe à perícia”, disse Paiva.

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