Encerrado o
prazo para registro de candidatura ao pleito deste ano, o governador Camilo
Santana (PT), candidato à reeleição, foi aquele que conseguiu aglutinar o maior
número de legendas e candidaturas em torno de sua postulação. O petista tem ao
seu lado pelo menos 24 das 35 siglas partidárias em disputa no Ceará. Apenas 11
partidos fazem oposição a ele ou atuam de forma independente na campanha
eleitoral. Na disputa proporcional, legendas aliadas oficializaram 478
candidatos a deputado federal e estadual. Já opositores e independentes
apresentaram ao menos 337 nomes.
A coligação
“Por um Ceará cada vez mais forte” reúne, em torno da candidatura do atual
chefe do Poder Executivo, pelo menos 16 partidos políticos, das mais diferentes
matizes ideológicas. Estão compondo com o petista os seguintes grêmios: PT,
PDT, PP, PSB, PR, PTB, DEM, PCdoB, PPS, PRP, PV, PMN, PPL, Patri, PRTB e PMB.
Somente com
os seis maiores partidos da coligação governista em número de deputados
federais, Camilo terá mais de seis minutos de propaganda em rádio e televisão,
permitida pela legislação eleitoral a partir do dia 31 de agosto. Além das 16
legendas que compõem a chapa majoritária, o governador tem, ainda, o apoio
informal de oito agremiações que dão suporte à candidatura do senador Eunício
Oliveira (MDB), que também tenta reeleição. São elas: MDB, PHS, Avante,
Solidariedade, PSD, PSC, Podemos e PRB, totalizando 24 partidos no arco de
aliança governista, ainda que sem uma única chapa formal.
Oposição
Candidato
do PSDB a governador, o General Guilherme Theophilo conseguiu atrair para sua
postulação apenas o PROS, que no Ceará é presidido pelo deputado estadual
Capitão Wagner. A coligação “Tá na hora de mudar” garante quase dois minutos ao
tucano na propaganda eleitoral em rádio e TV. Embora sejam aliados, os dois
partidos, porém, não estão coligados na disputa proporcional.
Outra
coligação formada no Ceará, a “Frente de esquerda socialista”, é constituída
por PCB e PSOL, e tem como candidato a governador o socialista Ailton Lopes.
Ele terá 19 segundos no rádio e na televisão. Hélio Gois (PSL), Francisco
Gonzaga (PSTU) e Mikaelton Carantino (PCO) não conseguiram formar coligações
majoritárias e estão isolados na disputa deste ano. Gois deve ter ao menos 16
segundos de tempo de TV, enquanto Gonzaga terá 11 segundos.
Para a
eleição a duas vagas no Senado em disputa no Ceará, foram apresentados 13
concorrentes, além de seus respectivos suplentes. No entanto, somente quatro
coligações estão formalizadas para esta disputa. Uma delas tem como candidatos
Eunício Oliveira, do MDB, e José Bardawil, do Podemos. A coligação “A força do
povo” é formada por MDB, PHS, Avante, Solidariedade, PSD, PSC, Podemos e PRB.
José Bardawil foi o único dos 13 candidatos ao Senado, porém, que não
apresentou à Justiça Eleitoral o nome de seus dois suplentes, mas apenas um.
A maior coligação
é composta por 16 partidos (PT, PDT, PP, PSB, PR, PTB, DEM, PCdoB, PPS, PRP,
PV, PMN, PPL, Patri, PRTB, PMB) e tem apenas uma candidatura, a do
ex-governador do Ceará, Cid Gomes (PDT). Recebeu mesma denominação da coligação
encabeçada pelo governador Camilo Santana, “Por um Ceará cada vez mais forte”.
A coligação
“Tá na hora de mudar” tem como representantes os candidatos ao Senado Luís
Eduardo Girão (PROS) e Dra. Mayra (PSDB). A “Frente de esquerda socialista”,
por sua vez, lançou Anna Karina e Jamieson Simões, ambos do PSOL. Também foram
lançadas as candidaturas de Alexandre Barroso (PCO), Dr. Márcio Pinheiro e
Pastor Pedro Ribeiro, do PSL; além de João Saraiva (Rede), Robert Burns (PTC) e
Magela (PSTU).
As
coligações proporcionais da base de Camilo Santana também lideram a quantidade
de candidaturas registradas na disputa eleitoral deste ano, totalizando 478
candidatos a deputado federal e estadual. A oposição e aqueles partidos que
estão na disputa de forma independente, por sua vez, apresentaram à Justiça
Eleitoral, para o pleito, pelo menos 337 nomes.
Câmara
Ao menos
124 candidatos a deputado federal dão sustentação à postulação majoritária do
governador do Estado. A coligação “Em defesa do Ceará”, formada por PT, PCdoB,
PP, PV, PR e PMN, reuniu 30 postulantes, sendo três do PP e 12 do PT, dentre
eles Luizianne Lins, Rachel Marques, Zé Airton Cirilo e Guimarães, outros dois
do PV, três do PCdoB, incluindo Inácio Arruda e Chico Lopes, quatro do PMN e
cinco do PR, dentre eles Gorete Pereira e Vicente Arruda.
A coligação
constituída por MDB, PHS, Avante, SD, PSD, PSC, Podemos e PRB apresentou 32
nomes, sendo seis do Avante, dois do Podemos, nove do MDB, cinco do PHS, cinco
do PSD, dois do Solidariedade, um do PSC e um do PRB. PDT, PTB, DEM, PSB, PRP e
PPL lançaram 30 candidatos, a maioria da sigla pedetista (14), além de seis do
DEM, três do PRP, três do PPL, dois do PTB e dois do PSB. Já PRTB, PPS e
Patriota lançaram, juntos, 32 nomes à Câmara.
A oposição,
por outro lado, constituiu apenas duas coligações. Uma formada por PSL e DC,
denominada “Juntos para renovar”, com 33 candidatos, e a outra, constituída por
PSOL e PCB, que formam a “Frente de esquerda socialista”. Essa coligação
apresentou 25 nomes, sendo somente um do PCB. O PROS, isolado, lançou 29 nomes,
e o PSDB, por sua vez, somente 13.
PCO e PSTU
apresentaram somente um nome para deputado federal cada, enquanto o Novo lançou
seis. A Rede Sustentabilidade vai para a disputa com 15 candidatos à Câmara,
enquanto o PTC terá somente quatro.
Deputado estadual
Ao menos
354 candidaturas à Assembleia Legislativa também foram oficialmente registradas
e estão alinhadas à candidatura de Camilo Santana. PPS, PRTB e PPL lançaram 54
nomes à disputa, assim como PT, PV e PSB. Já PCdoB e PTB, com a coligação “Trabalho,
dignidade e luta”, apresentaram 34 nomes.
Outros
cinco partidos – PP, PDT, PR, DEM e PRP – devem ir para a disputa com 58
candidatos, enquanto o Patriota, isolado, irá com 52 postulantes. PMN, também
sozinho, apresentou 33 nomes nesta campanha eleitoral. A coligação MDB, PHS,
Avante, SD, PSD, PSC, Podemos e PRB registrou chapa completa, com 69
candidatos.
A “Frente
de Esquerda Socialista”, formada por PSOL e PCB, por sua vez, indicou 33 nomes
para disputar vagas na Assembleia Legislativa. PSL e DC, com a coligação
“Juntos para renovar”, indicou 69 candidatos, enquanto o PROS, sozinho,
registrou 64 postulantes a deputado estadual. O PTC vai com 13 candidaturas, o
PSDB tem 19, e o PSTU tem cinco. A Rede vai com seis e o PCO com apenas uma.

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