Ex-presidente apela por 'unidade' e
'coesão' e cita o governador paulista como um nome 'experiente e respeitado'
para assumir 'posição central' no partido.
O
ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se
manifestou nesta sexta-feira a respeito da decisão do senador Aécio Neves (MG) de destituir o senador Tasso
Jereissati (CE) da presidência interina do PSDB. Em um texto publicado no Facebook (leia abaixo), FHC afirma que a
destituição “acirrou tensões” no partido e diz esperar que “líderes experientes
e respeitados” possam assumir “posição central” na legenda. O único citado por
FHC como detentor destes predicados foi o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Caso
tal consenso não se concretize, o ex-presidente reafirmou que apoiará a
candidatura de Tasso à presidência do PSDB.
“Acredito que o restabelecimento da coesão, com tolerância à
variabilidade das opiniões internas, mas também com firmeza de propósitos,
requer que o presidente designado do PSDB, Alberto Goldman, crie condições para
que líderes experientes e respeitados, como o governador de São Paulo, Geraldo
Alckmin, assumam posição central no partido”, afirma o ex-presidente. Alckmin e
o prefeito de São Paulo, João Doria, são os nomes mais cotados para a
candidatura tucana ao Planalto em 2018.
Ex-governador de São Paulo e vice-presidente mais
velho do PSDB, Goldman foi indicado por Aécio à presidência interina do
partido. O mineiro alegou que a destituição de Tasso se deu para garantir
“isonomia” na disputa pela presidência da legenda. O senador cearense, que
recusou pedido de Aécio Neves para renunciar, oficializou sua candidatura na
última quarta-feira. A escolha do novo comandante da legenda será no dia 9 de
dezembro, quando a convenção nacional do partido se reunirá.
FHC
entende que a falta de “convergência” em torno do novo presidente do partido
“porá em risco as chances do PSDB” nas eleições de 2018. “Se porventura tal
convergência não se concretizar, o que porá em risco as chances do PSDB, já
disse que apoiarei a candidatura do senador Tasso Jereissati à presidência do
partido”, ressaltou. Para ele, a campanha do próximo ano condenará “tudo que
pareça afastar-se das boas normas de conduta política”.

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