terça-feira, 31 de outubro de 2017

Mendes não superou o bate-boca com Barroso e alfinetou o colega de novo

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), parece não ter superado o bate-boca com o colega, ministro Luís Roberto Barroso.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), parece não ter superado o bate-boca com o colega, ministro Luís Roberto Barroso.
Nesta sexta-feira (27), Mendes voltou a alfinetar Barroso e o Supremo. Em um seminário sobre Direito Constitucional, em Brasília, ele disparou: "de vez em quando nós somos esse tipo de corte que proíbe a vaquejada e permite o aborto".
Barroso foi o relator da ação sobre a descriminalização do aborto.
"A decisão [sobre aborto] poderia ter sido favorável à pessoa, por conta do excesso de prazo [de prisão], mas não se precisava entrar no tema. Entrou no tema, porque se viu possibilidade de fazer maioria. De vez em quando nós somos esse tipo de Corte que proíbe a vaquejada e permite o aborto", disse Gilmar Mendes.
Tanto no caso da Vaquejada quanto no do aborto, a decisão foi tomada por maioria do plenário e da Primeira Turma, respectivamente.
'Nós prendemos. Tem gente que solta'
Na quinta-feira, Barroso não se conteve e despejou "verdades" em cima do colega. Disse que Mendes geralmente não trabalha com a verdade, que usa o tempo em plenário para 'destilar ódio', que o colega está sempre com raiva e é leniente com crimes de colarinho branco.
Foi preciso a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, intervir. Mais de uma vez, inclusive. Na primeira vez, Mendes ainda tentou responder as críticas com um "só queria lembrar que".
Parece que, nesse caso, nem um dia após o outro foi capaz de fazer o ministro esquecer o que ouviu.
Nós entendemos.


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