O ministro Gilmar Mendes, do Supremo
Tribunal Federal (STF), parece não ter superado o bate-boca com o colega, ministro
Luís Roberto Barroso.
O
ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), parece não
ter superado o bate-boca com o colega, ministro Luís Roberto
Barroso.
Nesta
sexta-feira (27), Mendes voltou a alfinetar Barroso e o Supremo. Em um
seminário sobre Direito Constitucional, em Brasília, ele disparou: "de vez
em quando nós somos esse tipo de corte que proíbe a vaquejada e permite o
aborto".
Barroso foi
o relator da ação sobre a descriminalização do aborto.
"A decisão
[sobre aborto] poderia ter sido favorável à pessoa, por conta do excesso de
prazo [de prisão], mas não se precisava entrar no tema. Entrou no tema, porque
se viu possibilidade de fazer maioria. De vez em quando nós somos esse tipo de
Corte que proíbe a vaquejada e permite o aborto", disse Gilmar Mendes.
Tanto no
caso da Vaquejada quanto no do aborto, a decisão foi tomada por maioria do
plenário e da Primeira Turma, respectivamente.
'Nós prendemos. Tem gente que solta'
Na
quinta-feira, Barroso não se conteve e despejou "verdades" em cima do colega. Disse que Mendes geralmente
não trabalha com a verdade, que usa o tempo em plenário para 'destilar ódio',
que o colega está sempre com raiva e é leniente com crimes de colarinho branco.
Foi preciso
a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia,
intervir. Mais de uma vez, inclusive. Na primeira vez, Mendes ainda tentou
responder as críticas com um "só queria lembrar que".
Parece que,
nesse caso, nem um dia após o outro foi capaz de fazer o ministro esquecer o
que ouviu.
Nós
entendemos.

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