O
desembargador Névton Guedes, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, adiou o
depoimento do ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva e de uns de seus filhos, Luiz Cláudio, previsto
para o próximo dia 30 de outubro em uma das ações penais da Operação Zelotes,
da Polícia Federal.
O magistrado atendeu pedido
feito pela defesa de Lula. No pedido, o advogado Cristiano Zanin afirmou que o
interrogatório foi marcado pela primeira instância sem que todas as testemunhas
arroladas pela defesa tenham sido ouvidas no processo.
O interrogatório deve ocorrer
na ação penal na qual o ex-presidente e seu filho são acusados dos crimes de
tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa, sob a
acusação de integrarem um esquema que vendia a promessa de interferências no
governo federal para beneficiar empresas.
De acordo com a denúncia,
Lula, seu filho, e os consultores Mauro Marcondes e Cristina Mautoni
participaram de negociações irregulares no contrato de compra dos caças suecos
Gripen e na prorrogação de incentivos fiscais em uma medida provisória para
prorrogação de incentivos fiscais para montadoras de veículos. Segundo o MPF,
Luís Cláudio recebeu R$ 2,5 milhões da empresa dos consultores.
A defesa do ex-presidente
sustenta que Lula e seu filho não participaram ou tiveram conhecimento dos atos
de compra dos caças suecos. Segundo os advogados, a investigação tramitou no
Ministério Público de forma oculta e sem acesso à defesa.
(Agência Brasil)

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