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| Governador do Ceará Camilo Santana |
Governador Camilo Santana anunciou as medidas.
Autorizações obedecem a critérios técnicos, sanitários e epidemiológicos.
Consultórios médicos e odontológicos serão liberados e obras poderão contar com
até 100 operários, por exemplo. Fase inicial terá uma semana de avaliação
O Governo
do Ceará implementa, a partir do próximo dia 1º de junho, o Plano Responsável
de Abertura das Atividades Econômicas e Comportamentais. Detalhes da nova
estratégia foram apresentados pelo governador Camilo Santana, na tarde desta
quinta-feira (28), em anúncio via redes sociais. O processo conta com uma fase
inicial de transição, em que estão contemplados 17 setores, e mais quatro fases
de abertura, obedecendo a critérios técnicos, sanitários e epidemiológicos. O
decreto de isolamento social que minimiza os efeitos da Covid-19 no Estado será
mantido, bem como a atuação de serviços essenciais.
Camilo
Santana destacou o desafio de aliar a prioridade do momento, salvar vidas, com
a necessidade de retomar o ritmo de crescimento da economia local. Ele frisou
que o plano só terá sucesso em caso de compreensão por parte de empresas e
população. “Para que esse plano possa funcionar é fundamental nós respeitarmos
os decretos. Não adianta começar a abrir e daqui a pouco, se os casos aumentam,
ter que retroceder a um processo mais rígido. Sempre tenho dito que nossa
prioridade é salvar vidas. É fundamental o compromisso das empresas com os
funcionários e o comportamento da população”.
O
governador salientou que o plano foi gestado pelo Grupo de Trabalho
Estratégico, envolvendo o poder executivo, setor produtivo e sociedade civil,
tudo orientado pelo Comitê de Saúde do Estado. O titular da Secretaria da
Saúde, Dr. Cabeto apresentou dados que apontam para a estabilização do quadro
da Covid-19 no Ceará, com sinais de redução, o que gerou a possibilidade de que
o plano pudesse ser colocado em prática.
Faseamentos
Cada
estágio obedece a critérios que precisam ser atingidos para se alcançar a
abertura do passo seguinte nas medidas. A Fase de Transição começa na
segunda-feira (1º) e segue por uma semana. Nela está liberada a operação de
100% da Cadeia de Saúde (incluindo consultórios médicos e odontológicos), 31%
da Cadeia da Construção Civil, com até 100 operários por obra e 30% de efetivo
no setor produtivo, além de percentuais dos setores: Indústria Química e
Correlatos; Artigos de Couros e Calçados; Indústria Metalmecânica e Afins;
Saneamento e Reciclagem; Indústria e Serviços de Apoio; Energia; Têxteis e
Roupas; Comunicação, Publicidade e Editoração; Artigos do Lar; Agropecuária;
Móveis e Madeira; Tecnologia da Informação; Logística e Transporte; Automotiva;
e Esporte, Cultura e Lazer.
Segundo os
critérios, as áreas totalizam a abertura de 66.562 empregos formais em todo o
Estado. Com exceção da Cadeia de Saúde, que opera em 100%, os demais setores
terão trabalho presencial variando entre 20% e 30% do efetivo.
A primeira
fase inicia em 8 de junho e soma 14 dias de duração. As etapas seguintes
dependem do atendimento aos critérios de análise, tendo, cada uma delas, 14
dias de duração. Os gatilhos para a transição destas fases levam em
consideração a taxa decrescente de ocupação dos leitos de Unidades de Terapia
Intensiva (UTIs) destinados ao tratamento da Covid-19, de internações, de
óbitos pela doença, e a territorialidade dos casos. Com o retorno pleno das
atividades, 1.472,504 empregos formais voltarão a circular.
Monitoramento
Além dos
critérios especificados para cada etapa, a transição também será condicionada
às normas de monitoramento. Serão realizados inquéritos sorológicos e testes
nas empresas liberadas, via Secretaria da Saúde, verificados o cumprimento dos
protocolos das empresas, e ainda inquéritos epidemiológicos para investigação
da razão de transmissibilidade. Atividades de grande aglomeração, como aulas
presenciais, abertura plena de shopping centers, celebrações religiosas,
eventos esportivos e culturais, entram nas fases finais da estratégia.
Fotos: José Wagner



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