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| Luiz Eduardo Ramos, ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência |
Luiz
Eduardo Ramos, ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência,
questionou o que chama de "clima de terror" instaurado pelo
noticiário do coronavírus e comparou as mortes causadas pela covid-19 ao número
de acidentes e óbitos decorrentes de outras doenças. "Todo mundo aqui deve
andar de carro ou de ônibus, pratica esporte. A média de mortes por ano de
queda, afogamento, acidente automobilístico, lesões provocadas de toda ordem:
164 mil mortes. Os números são impactantes, mas nem por isso é instaurado um
clima de terror", afirmou.
No entanto,
especialistas de saúde no mundo inteiro alertam para o colapso do sistema de
saúde que a pandemia pode causar; uma possível consequência desta crise é a
falta de atendimento, leitos de UTI e profissionais de saúde para o tratamento
de pessoas acometidas por outras doenças ou que tenham sofrido acidentes. Ou
seja, o coronavírus também pode impactar nos números citados pelo ministro.
Além de
Ramos, o pronunciamento de hoje também contou com os ministros Damares Alves
(Mulher, Família e dos Direitos Humanos), Braga Netto (Casa Civil) e Paulo
Guedes (Economia).
Segundo
Damares, a ideia inicial era "celebrar" os 500 dias do governo de
Jair Bolsonaro (sem partido), mas a urgência do assunto coronavírus mudou a
pauta. Porém, os ministros insistiram na preocupação com a paralisação de
serviços e deram mais ênfase à economia do que ao combate à covid-19.
"Nosso
presidente da República tem batido muito na tecla [da economia], e aqui está o
ministro Paulo Guedes. É uma pandemia, medidas estão sendo adotadas, mas é uma
pandemia que atingiu o mundo. Parece que só atingiu o Brasil", disse Luiz
Eduardo Ramos.
"Podem
me criticar, não estou preocupado", completou o ministro, antes de
anunciar a exibição de um vídeo sobre os primeiros 500 dias do governo
Bolsonaro e, posteriormente, passar a palavra a Damares Alves.

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