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| Ministro Luís Roberto Barroso |
Ministro
afirmou à GloboNews que é necessário prazo para a testagem das urnas
eletrônicas. Adiamento é definido pelo Congresso; Barroso defende esforço para
eleição ainda em 2020.
O ministro
do Supremo Tribunal Federal (STF) e futuro
presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Luís Roberto
Barroso afirmou neste domingo (3) que a Justiça Eleitoral precisa começar, até
junho, os testes das urnas eletrônicas. Caso contrário, será preciso adiar as
eleições municipais – o primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
Em
entrevista à GloboNews, Barroso explicou que a alteração precisa ser feita pelo
Congresso Nacional, já que a marcação das eleições para o primeiro fim de
semana de outubro está prevista na Constituição Federal.
Apesar
disso, diz, cabe ao TSE informar os parlamentares sobre as dificuldades de
manter a eleição na data prevista.
"Esse
marco para nós, da Justiça Eleitoral, é junho. Porque o sistema das urnas
eletrônicas é muito seguro, até hoje nunca se demonstrou nenhum tipo de fraude.
Nunca se apresentou uma prova. Mas ele é baseado em testes que nós fazemos,
testes quanto à totalização, nós enviamos equipes aos TREs [Tribunais Regionais
Eleitorais], nós precisamos treinar as pessoas, treinar os mesários. Portanto
há um prazo técnico da Justiça Eleitoral", afirmou.
"Nós trabalhamos com o prazo de junho. Se até
junho, não conseguirmos fazer os testes, aí eu vou informar ao Congresso
Nacional, procurar o presidente da Câmara e do Senado e expor a eles as
circunstâncias da Justiça Eleitoral."
Além do
teste das urnas, cuja logística foi comprometida pelo avanço da Covid-19,
Barroso cita também os prazos "políticos". Pela lei, os partidos
devem realizar convenções entre o fim de julho e o dia 5 de agosto. As
convenções servem para oficializar as candidaturas e permitir o início da
campanha, em 15 de agosto.
"Portanto,
se não for possível aglomerações no final de julho, início de agosto, nós
teremos sim um comprometimento da viabilidade do calendário eleitoral",
explica.
Barroso
afirma que, se for imprescindível a mudança de data, a ideia será adiar o
mínimo possível para garantir que as eleições
ocorram ainda este ano. Isso porque os mandatos atuais de prefeitos
e vereadores terminam em 31 de dezembro. Se a eleição não ocorrer, os mandatos
serão prorrogados.
"Se
for indispensável adiar, eu desejaria adiar pelo menor período possível,
inevitável, para que elas possam ter lugar com segurança para a população. A
saúde pública está acima de tudo, mas logo abaixo vem a preservação da
democracia. Eleições são um rito vital para a democracia, de modo que nós
prorrogaríamos por um mês, para fazer quem sabe em 15 de novembro. Ou se for
inevitável, em 15 de novembro", disse.
"Não passa pela minha cabeça é o cancelamento das
eleições para fazê-las coincidir [com as eleições estaduais e federais] em
2022."

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