Dados do ministério revelam que, no
Brasil, cerca de 13 milhões de pessoas vivem com algum tipo de doença rara
O ministro
da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou nesta quarta-feira, uma nova
modalidade de compra de medicamentos via Sistema Único de Saúde (SUS) - o
compartilhamento de risco com as indústrias, que prevê que o governo só pague
pelo remédio caso haja melhora do paciente.
O anúncio
foi feito durante sessão solene em comemoração ao Dia Mundial das Doenças
Raras, no Congresso Nacional. A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, participou
da cerimônia.
A adoção do
compartilhamento de risco, de acordo com a pasta, gera, a curto prazo, economia
que deve ser revertida em ampliação do acesso e maior qualidade no
atendimento.
O primeiro
medicamento passível de ser incorporado na rede pública via compartilhamento de
risco, segundo o ministro, é o Spiranza, que trata pacientes com atrofia
muscular espinhal (AME). Mandetta disse que vai pedir celeridade nas discussões
no âmbito da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec).
“Faremos
apenas dez dias de audiência, para cumprir esse prazo, e devemos anunciar a
incorporação via compartilhamento de risco dessa medicação”, disse.
Doenças raras
Dados do
ministério revelam que, no Brasil, cerca de 13 milhões de pessoas vivem com
algum tipo de doença rara. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS),
65 pessoas a cada grupo de 100 mil indivíduos são acometidas por esse tipo de
condição, sendo que 80% dos casos decorrem de fatores genéticos.
AGÊNCIA
BRASIL

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