A Receita
Federal abriu uma apuração fiscal para
identificar possíveis “focos de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de
patrimônio ou tráfico de influência” do ministro do STF Gilmar Mendes e
de sua mulher, Guiomar.
Ao tomar
conhecimento da análise, Mendes solicitou ao presidente do Supremo, Dias
Toffoli, a adoção de “providências urgentes” para apurar a iniciativa de
auditores de investigar a ele e a seus familiares sem “nenhum fato
concreto”. As informações são da coluna Radar, da Revista Veja, e da coluna da Mônica Bergamo, no jornal Folha de São Paulo.
O relatório
da Receita, de maio de 2018, apontou variação patrimonial sem explicação, em
2015, e conclui que Guiomar “possui indícios de lavagem de dinheiro”.
Em contato
com a coluna Radar, Guiomar Mendes afirmou: “Ainda dominada por profunda
perplexidade e indignação, tenho a lhe dizer que minha atuação profissional
sempre se pautou pelo respeito às instituições e àqueles que as integram e pela
observância aos valores éticos e morais inerentes ao exercício da advocacia”.
A esposa do
ministro ainda afirmou que coloca à disposição as reuniões de contas do
escritório de advocacia com a relação dos processos em que atuou e seus valores
recebidos, além da movimentação bancária e declarações de rendimentos.
MENDES
RECORRE AO STF
No
documento que enviou a Toffoli, Mendes diz que os funcionários da
Receita fizeram “ilações desprovidas de qualquer substrato fático” não apenas a
ele mas “em relação a todo o Poder Judiciário”, segundo a coluna do jornal
Folha de São Paulo.
Ainda
segundo ele, nenhum fato concreto é apresentado nos documento “que foram
vazados à imprensa”. O magistrado também informa que não recebeu “qualquer
intimação referente ao suposto procedimento fiscal e também não tive acesso ao
seu inteiro teor”.

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